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IGREJA SANTA LUZIA


Santa Luzia (ou Santa Lúcia), cujo nome deriva do latim, é muito amada e invocada como a protetora dos olhos. No mês de Dezembro ocorrem diversos cultos em sua homenagem, inclusive em Trindade, onde há uma igreja dedicada a ela. Santa Luzia nasceu por volta de 283, quando o Cristianismo iniciava seus primeiros passos enquanto religião.
    Conta-se que Luzia pertencia a uma rica família de Siracusa, na Itália. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem pagão da Corte local. Porém, a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, sua mãe também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.
    Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao imperador romano, Diocleciano (244-311). Era um período de intensas perseguições religiosas contra os cristãos impostas pelo já decadente Império Romano; assim, a jovem foi levada a julgamento.
    Como dava extrema importância à virgindade, o imperador mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Logo após, Luzia teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, que golpeou a espada em sua garganta, conseguindo tirar-lhe a vida.
     Era o ano 304. Atualmente, seus restos mortais encontram-se na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.
    Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Ilha da Sicília. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.
    Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão (“Luzia” deriva de “luz”), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno (540-604), passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.
    A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo escritor Dante Alighieri, na obra “A Divina Comédia”, que atribuiu à Santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro.
Sua própria festa é celebrada simbolicamente em 13 de dezembro, possivelmente doze dias antes do Natal para indicar ao cristão a necessidade de preparação espiritual e sua iluminação correspondente para essa importante data que se avizinha.


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