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O Santuário Matriz do Divino Pai Eterno foi edificado em regime de mutirão pelos moradores de Barro Preto – antigo nome de Trindade – e pelos devotos do Divino Pai Eterno 72 anos depois que o casal devoto de agricultores Constantino Maria Xavier e Ana Rosa de Oliveira encontrarão o medalhão de barro de aproximadamente 8 cm, onde estava representada a Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria, enquanto aravam o terreno para o plantio e 18 anos da Chegada dos Missionários Redentoristas da Baviera na Alemanha para cristianizar a Romaria do Divino Pai Eterno a pedido do então bispo de Goiás, Dom Eduardo Duarte da Silva, no mesmo local, onde outrora, outras capelas foram dedicadas ao Pai Eterno; trabalho que foi coordenado pelo vigário de Campinas – Trindade, Pe. Antão Jorge Heckembleiner, C.Ss.R. 
 
A construção começou em agosto de 1911, quando foi demolida a capela construída em 1878. Para essa construção os fazendeiros da região doaram madeiras de aroeira que foram utilizadas para fazer os assoalhos, esteios e o acabamento da nova igreja. Baseados em seus costumes, estes observaram alguns detalhes, como a fase da lua. Toda a madeira foi retirada na lua minguante para “evitar que ficasse estalando”.
 
Muitos trabalhadores deixaram suas fazendas e obrigações para dedicarem-se como voluntários na construção do novo santuário. Trabalharam como carpinteiros e até mesmo em serviços mais pesados, como na construção das paredes, na lavragem dos esteios e no acabamento das portas e janelas.
 
A Romaria do Divino Pai Eterno de 1912 foi marcante por causa da presença do bispo de Goiás, Dom Prudêncio, e do novo santuário que estava quase concluído. As crônicas dos Redentoristas relatam que em média vinte mil romeiros estiveram presentes nesta romaria. A nova igreja tornou-se pequena para tanta gente que ficou comprimida no seu interior.
 
O Santuário Matriz recebeu foros de “Episcopal Santuário da Santíssima Trindade”, foi edificado em estilo colonial, com estruturas em madeira, paredes frontais de pau a pique e adobe. As suas torres foram revestidas de latão e o interior com “linhas estilo românico” e os altares de madeira foram esculpidos pelo irmão Simão. Até o final da década de 30, era considerada a maior igreja do Estado de Goiás.
 
A inauguração solene do santuário deu-se no dia 08 de setembro de 1912, com a celebração da primeira missa nessa nova igreja. Em comemoração foi pregada uma missão no final de dezembro daquele ano.
 
Paróquia
No dia 01 de julho de 1928, por ocasião da festa do Divino Pai Eterno, foi publicado o decreto criando a Paróquia de Trindade. Porém a nova paróquia continuou anexada à de Campinas, cujo pároco acumulava as duas funções: pároco de Campinas e de Trindade. Foi no dia 24 de janeiro de 1948, que a Paróquia Divino Pai Eterno em Trindade ganhou autonomia tendo o seu primeiro pároco, Padre Alexandre Miné. No dia 31 de janeiro do mesmo ano foi a vez do convento de Trindade se tornar independente do de Campinas, tendo como primeiro superior, Padre Artur Bonotti.


Reformas
O Santuário Matriz do Divino Pai Eterno passou por diversas reformas que pouco ou muito alteraram suas formas internas, como a retirada das paredes em volta do presbitério e do púlpito. Uma das mais significativas deu-se quando o Pe. Renato ocupava o cargo de vigário. A reforma que começou em 1958 e terminou em dezembro de 1960 fez várias alterações no santuário, como a substituição das janelas por vitrôs e do piso assoalhado por granitina e a modificação da fachada. Essa reforma foi necessária, porém o descaracterizou.
 
No começo de 1980, o seu estado era tão precário que Jornais de Goiás noticiavam como certo seu desmoronamento a qualquer instante, pondo em risco a vida dos fiéis. No dia 13 de outubro de 1980, o Diário Oficial do Estado de Goiás publicava a lei nº 8.915, que tombava para o Patrimônio Histórico do Estado de Goiás, o Santuário Matriz do Divino Pai Eterno. Assim, por lei o Estado assumiria qualquer reforma ou alteração que se fizesse necessária no santuário, sendo que a reforma que buscou reintegrá-lo às suas características originais aconteceu somente em 1984.
 
Outra reforma emergencial aconteceu em 2001, onde foram retiradas das paredes da igreja as 14 pinturas das estações da via-sacra, por não fazerem parte do projeto original, conforme documentos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
 
Em 2010 devido à ação do tempo e a deterioração em que se encontrava o Santuário Matriz, realizou-se o serviço emergencial de revitalização da cobertura, que estava comprometida pelo acúmulo de goteiras que vazavam dentro da igreja e pela umidade excessiva que se infiltrava nas paredes. Os serviços arquitetônicos executados pelo IPHAN nesta ocasião foram a recuperação da cobertura e de toda a sua estrutura, além das chapas de zinco das duas torres, calhas e rufos que foram trocados por novos, bem como a pintura também.
 
 
Dedicação do Santuário
Depois de seis meses fechado para a restauração, o Santuário Matriz foi reaberto ao público no dia 15 de abril de 2011 com missa solene presidida pelo arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom Washington Cruz, que fez a dedicação do Santuário Matriz e a consagração do novo altar.